Novos conceitos em saúde digital

A internet mudou completamente a forma como as pessoas se comunicam, interagem e obtêm informação. A saúde também não ficou de fora desse processo de transformação digital e os avanços tecnológicos estão impactando diretamente o setor. Novos conceitos em saúde digital estão surgindo, redefinindo a forma do cuidado aos pacientes e da própria relação dele com a própria saúde. 

O termo saúde digital, por si só, já fala das possibilidades advindas das novas tecnologias e suas possibilidades para a assistência. O termo, tal como conhecemos, cresceu juntamente com o advento da internet e hoje é usado para referenciar um conjunto de recursos para ampliar e garantir o acesso à saúde.

Este artigo vai abordar alguns desses novos conceitos em saúde digital e exemplificar para você como cada um deles tem sido utilizado, quais seus benefícios para a saúde e quais as barreiras ainda precisam ser vencidas por elas no mercado.

Leia também: O futuro da telemedicina

A Telemedicina e os novos conceitos de saúde digital

A telemedicina é o uso de tecnologias da informação e comunicação para a prestação de cuidados de saúde à distância. Ela permite que médicos e outros profissionais da área deem consultas, realizem diagnósticos, prescrevam tratamentos, laudem exames e até mesmo supervisionem procedimentos à distância. A telemedicina tem um grande potencial para melhorar os cuidados de saúde em todo o mundo, pois pode reduzir as barreiras geográficas e facilitar o acesso à assistência médica.

Cada vez mais popular nos últimos anos, graças às suas inúmeras vantagens em relação às formas tradicionais de prestação de cuidados médicos, a telemedicina soluciona alguns dos maiores problemas do acesso à saúde no Brasil e no mundo uma vez que:

  • Diminui as distâncias geográficas entre o médico e o paciente
  • Oferece menor custo no atendimento e no processo de laudo de exames
  • Amplia as possibilidades de atendimento para o paciente
  • Amplia as possibilidades de atuação para o médico

Os desafios da implementação da telemedicina, no entanto, incluem a limitação da própria tecnologia, pois o acesso à internet de qualidade em regiões remotas pode prejudicar a execução. Além disso, a regulamentação da telemedicina em todas as frentes ainda é uma questão a ser avaliada, pois a telemedicina com o médico em uma ponta e o paciente em outra foi permitida no Brasil em caráter emergencial durante a pandemia de Covid-19. 

Medicina de precisão:

Medicina de precisão é uma nova abordagem na medicina que utiliza dados genéticos, ambientais e de estilo de vida para prever, diagnosticar e tratar doenças. Usando esses dados, os médicos podem personalizar o tratamento para cada paciente, reduzindo assim a probabilidade de erros e melhorando os resultados do tratamento.

A medicina de precisão é um campo da medicina que se concentra na identificação e no tratamento de doenças específicas utilizando dados genéticos, moleculares ou de imagem. Esse tipo de medicina tem se tornado cada vez mais importante nos últimos anos, pois permite uma melhor precisão na detecção e tratamento das doenças. Apesar disso, a medicina de precisão não pode ser tratada como um conceito isolado, uma vez que depende e se apoia em outros recursos como a inteligência artificial e seus algoritmos. 

IA e automação na saúde 

A inteligência artificial e seus recursos possibilitam a automação de serviços em saúde, além de outras possibilidades como diagnosticar doenças, prever problemas de saúde ou mesmo para auxiliar no tratamento de pacientes. Alguns exemplos disso são os softwares capazes de detecção de tumores em imagens médicas, aplicativos que analisam dados genéticos e predizem chances de doenças futuras ou robôs que realizam procedimentos cirúrgicos com precisão.

Soluções de automação em real time baseadas em algoritmos de inteligência artificial vem sendo utilizadas para melhorar a qualidade da assistência hospitalar e reduzir custos para empresas e operadoras de saúde. No entanto, o principal desafio da automação na saúde com Inteligência Artificial é o mesmo encontrado em outros mercados: o receio de que a tecnologia venha a substituir a mão de obra humana e os principais efeitos negativos que isso traria. 

Metaverso na saúde:

O metaverso ainda é uma incógnita, uma vez que ainda não está em pleno ano (em março de 2022). No entanto, as expectativas é de que esse meio poderá ser utilizado em situações clínicas para que o paciente possa se exercitar em situações simuladas de doenças ou acidentes, treinando assim sua reação aos fatores estressantes. 

Já os profissionais da saúde terão à disposição um ambiente onde podem praticar procedimentos e testar novas técnicas sem o risco de prejudicar pacientes reais.

O desafio será na implementação da própria tecnologia e na sua usabilidade.

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